O conceito Design-based research surge em 1992 através de Ann Brown e Allan Collins como uma abordagem inovadora para a investigação educacional.

“Ann Brown (1992) and Allan Collins (1992) introduced the term design experiment in 1992 as an innovative approach to educational research. Today, commonly termed design-based research (DBR), the approach itself is still very much being designed”. Citado por Peterson e R., Herrington, J.

É um tipo de investigação que pressupõe a colaboração entre investigadores, professores e demais agentes educativos, de modo a possibilitar o desenho de propostas didáticas que aumentem a motivação para a aprendizagem. Esta investigação parte da análise e pesquisa no mundo real, ao contrário da pesquisa educacional tradicional (com uma abordagem mais teórica), e utiliza métodos qualitativos e quantitativos que selecciona de acordo com as necessidades do processo.

O investigador tem como objetivo encontrar soluções para problemas reais, através de pesquisas prévias, levadas a cabo em contexto real. Daí a sua importância. Para Wang e Hannafin (2005), a metodologia (DBR) possui cinco características básicas e orientadoras da pesquisa:

• Pragmática – A pesquisa tem como pressuposto, a intervenção no mundo real.

• Situada – a pesquisa desenvolve-se em contexto real, estudando um caso concreto, embora alicerçada na literatura.

• Interativa e flexível – Ao longo do processo é necessária a colaboração entre investigador, professores e alunos; flexível porque durante a investigação, as respostas encontradas sofrem mudanças e melhorias constantes

• Integradora – Os investigadores utilizam vários métodos e abordagens de investigação: entrevistas, estudos de caso, painéis, etc.

• Contextual – Os resultados da pesquisa relacionam-se a um caso concreto mas transcendem-no, servindo de base para novos projetos dentro do mesmo contexto. Os benefícios da investigação (DBR) prendem-se com a otimização da prática e da teoria, a sua capacidade de interpretar as variáveis num contexto educacional real, contribuindo para melhorar as abordagens pedagógicas.

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Investigação Aplicada sobre o Desenho (design-based research), é o último tema desta UC.

No campo da utilização das tecnologias no Ensino/Formação, é frequente que a própria investigação se possa traduzir em alterações profundas.

Para isso, podemos escolher uma vertente de investigação-acção. Mas há uma outra hipótese que permite a criação de projectos de investigação que se traduzem em inovações educativas. Trata-se de um método que podemos intitular Investigação Aplicada sobre o Desenho (design-based research).

Foi-nos pedido para identificar e escolher um artigo sobre design-based research (DBR) e com base nesse artigo, responder às seguintes questões:

1) Quais os aspectos mais inovadores da abordagem apresentada?

2) De que forma se relaciona com as abordagens tradicionais descritivo/qualitativo e/ou experimental/quantitativo?

3) Que dificuldades antecipam na sua implementação?

4) Quais as principais implicações/conclusões?

Leia o resto deste artigo »

Análise de conteúdo – matriz

 Após a conclusão do guião (na etapa anterior), cada elemento partiu para o terreno para realizar a entrevista presencial. Foi fornecida uma transcrição da entrevista através do fórum e posteriormente, cada elemento, individualmente, procedeu à análise de conteúdo da sua própria entrevista, registando os elementos necessários na grelha de análise estruturada para o efeito. Segue-se a minha grelha de análise:  

Entrevistado: Professora de Inglês e Alemão – ensino secundário.

Local da entrevista/meio de entrevista: Porto – escola da entrevistada.

Duração da entrevista: 20 minutos.

Tema

Categorias

Sub-categorias

Indicadores/unidades de registo

Unidades de Contexto

Caraterizar a utilização das redes sociais por parte dos professores do ensino básico/secundário.

 

 

Perfil do entrevistado

 

 

. Género

 

. Idade

 

. Habilitações académicas.

 

. Docente de Inglês e Alemão.

 

. Anos de experiência.

 

. Local onde leciona.

 

 

. Feminino

 

. Mais de 55 anos

 

. Doutoramento

 

 

. Grupo de Recrutamento.

 

. Mais de 25 anos

 

 

. Distrito e Concelho onde exerce as funções.

 

 

“Tenho 63 anos”

 

 

 

 

 

 

“Grupo 449”.

 

 

 

“ Já tenho mais de 30 anos de serviço”.

 

 

 

“ Distrito e Concelho do Porto”.

 

 

Domínio das TIC.

 

 

 

.Formação na área das TIC

 

 

 

. Não teve formação académica inicial em TIC.

 

 

. Formação especializada na área das TIC posteriormente.

 

 

 

“…Já foi há muitos anos e nem se falava disso.”

 

 

 

 

 

“…O curso chamava-se Iniciação às Tecnologias de Comunicação e Informação”.

 

 

As TIC na prática docente.

 

 

. Acesso e utilização de recursos tecnológicos no contexto educativo

 

 

. Recursos tecnológicos disponíveis

 

 

. Recursos tecnológicos utilizados em contexto de sala de aula.

 

“…computadores, 2 videoprojetores e um quadro interativo, embora para ser sincera nunca o tenha usado”.

 

 

“…computador e o videoprojetor para desenvolvimento de novos conceitos estruturais e gramaticais”.

 

   

. Acesso e tipo de utilização da Internet

 

 

. Utilização não regular e esporádica da Internet. 

 

. O tempo online é todo para atividades relacionadas à profissão.

 

 

. “Pouco tempo. Talvez cerca de duas horas”.

 

 

“…Só utilizo a Internet por motivos profissionais. Para fazer pesquisas de assuntos relacionados com a minha área de ensino e para ler e enviar e-mails”

 

 

 

Conhecimento e participação em redes sociais.

 

. Quais as redes sociais que conhece.

 

 

. Consegue enumerar algumas mas não se encontra inscrita nem utiliza nenhuma.

 

 

“Conheço só o nome… Facebook, Twiter, e  Messenger?…”.

 

 

 

Perspetiva face à utilização das redes sociais na prática pedagógica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

. Utilização atual.

 

 

 

. Influência das redes sociais na prática pedagógica dos professores.

 

 

 

 

 

 

 

. Possibilidade de utilização pessoal futura das redes sociais na sua prática pedagógica.

 

 

 

 

 

. Aspetos positivos e negativos da utilização das redes.

 

 

. Nenhuma.

 

 

 

. Considera que as redes sociais podem influenciar a prática dos docentes.

 

 

 

 

 

 

 

 

. Deixa em aberto uma participação hipotética numa rede social para interagir com os alunos.

 

 

 

 

 

 

. O intercâmbio de ideias é apontado como um aspeto positivo, ao passo que a não fundamentação das informações partilhadas é apontada como um aspeto negativo.

 

 

. “Nem sei como é que funcionam”.

 

 

. “Sim, porque possibilita tirar partido das críticas que podem ser feitas na rede”

 

. “Considero que sim porque a base científica é posta em dúvida perante a quantidade brutal de informações contraditórias que surgem nas redes sociais”.

 

 

. “… Se usasse seria para comunicar com os alunos”.

 

. “Uma troca de experiências com base real e factual de acontecimentos, e não numa base de mensagem transmitida muitas vezes de um modo errado”

 

 

. “Um aspeto positivo é a intercomunicação e alargamento de conhecimentos; um aspeto negativo pode ser a crítica não fundamentada de acontecimentos e/ou informações”.

 

 

 

Tema 2 – Trabalho em equipa para realização de um guião de entrevista semi-estruturada. 

Cada grupo de trabalho elaborou a sua proposta de guião para uma entrevista semi-estruturada, com vista à realização de um estudo de caso sobre as representações dos professores do ensino básico/secundário tentando caraterizar a sua utilização das redes sociais: quais as redes sociais que conhecem ou que utilizam, que opinião têm sobre as mesmas na prática pedagógica, como consideram a sua utilização (real ou hipotética)  das redes sociais e quais as suas expetativas relativamente às mesmas.

Após um periodo de reflexão e discussão através do fórum, os guiões das equipas foram sendo ajustados para serem aplicados, posteriormente, no terreno.

Esta foi a entrevista elaborada pelo nosso grupo  –  5 em rede:

 IDENTIFICAÇÃO PESSOAL 

1. Género

  •   Feminino    
  •  Masculino

2. Idade

  •  Até 35 anos
  • 36 – 45 anos
  • 46-54 anos
  •  Mais de 55 anos

3. Habilitação académica:

  • Bacharelato
  • Licenciatura
  • Pós-Graduação
  • Mestrado
  • Doutoramento
  • Outro.  Qual?

 4. Grupo de Recrutamento:  __                                                                                             

5. Disciplina(s) que leciona: ___________________________

  • 1º Ciclo do ensino básico 
  • 2º Ciclo do ensino básico 
  • 3º Ciclo do ensino básico 
  • Ensino secundário       

6. Anos de experiência na docência:

  • Até 5 anos 
  • Entre 6 e15 anos
  • Mais de 25 anos

7. Distrito e Concelho onde exerce as funções de docente. _____________

AS TIC NA PRÁTICA DOCENTE 

1. Na sua formação académica inicial adquiriu conhecimentos em TIC?

  •  Sim
  •  Não

2. Realizou alguma formação especializada na área das TIC? Qual ou quais?____________________________________________________________________________

3. Que recursos tecnológicos estão disponíveis na sua escola?

  • Computador
  • Videoprojector
  • Quadro interativo
  • Outros. Quais?________________________________________________________________

4. Utiliza recursos tecnológicos em contexto de sala de aula? Quais? Com que objetivos?_____________________________________________________________________________

5. Utiliza a internet de forma regular?

  • Sim
  • Não

6. Durante quantas horas por dia está online?

  • Até  2 horas
  • Entre 3 e 5 horas
  • Mais de 6 horas

7. Desse tempo quanto é utilizado por motivos profissionais?

  • Até  2 horas
  • Entre 3 e 5 horas
  • Mais de 6 horas

8. Para que fins utiliza a internet? (Assinale quantas alternativas desejar)

  • Pesquisa de conteúdos
  • Envio de emails 
  • Acesso a redes sociais
  • Descarregar e carregar ficheiros
  • Outros: ____________________________________________________________________

9. Gostaria de ter formação específica na área das TIC, que lhe permitisse fazer um melhor uso das tecnologias educativas?

  •  Sim
  • Não

10. Se a sua resposta foi Sim mas ainda não procurou formação ou se foi Não, qual o motivo que o fez não avançar.

  • Por motivos económicos
  • Por falta de tempo
  • Por receio de não conseguir acompanhar os conteúdos lecionados
  • Por falta de incentivo do sistema escolar
  • Por falta de ofertas formativas na área onde reside
  • Por falta de equipamento tecnológico para poder praticar em casa ou na escola
  • Por não considerar a formação em TIC essencial para o processo de ensino-aprendizagem
  • Por não acreditar que as tecnologias educativas podem ser úteis no seu trabalho

AS REDES SOCIAIS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA

1. Quais as redes sociais que conhece?_____________________________________________________________________________

2. Encontra-se inscrito em alguma rede social?

  • Sim
  • Não

2.1. Se sim, qual ou quais? ____________________________________________________________________________

3. Porque começou a frequentar as redes sociais?

  • Motivos pessoais
  • Motivos profissionais
  • Outros? Quais?_________________________________________________________________

 4. Que atividades desenvolve nessa(s) rede(s) social(ais)?_____________________________________________________________________________

5. Qual a frequência de utilização dessa rede:

  • Mensal
  • Semanal
  • Diária

6. Considera que as redes sociais podem ser utilizadas em contexto educativo?

  •  Sim
  • Não. Porquê? ________________________________________________________________       

 Nota: Se respondeu Não, termina aqui o seu questionário.

7. Já utilizou redes como extensão da sala de aula?

  • Sim
  • Não

8. Que tipo de promoção e utilização faz das redes sociais no contexto escolar?

  • Para melhorar e motivar para a aprendizagem
  • Para comunicar com os alunos
  • De reflexão sobre o impacto destas ferramentas na vida das pessoas
  • De alerta para os perigos que envolvem
  • De incentivo para a sua utilização
  • Outras

9. Costuma disponibilizar/partilhar material didático em redes sociais?

  • Nunca
  • Poucas vezes    
  • Algumas vezes
  • Muitas vezes
  • Sempre

 10. Considera que as redes sociais podem influenciar a prática pedagógica dos professores?

  • Sim
  • Não

10.1. Se respondeu Sim, de que forma?_______________________________________________________________________

11. Aponte um aspeto positivo e outro negativo das redes sociais: ____________________________________________________________________________

 12. Considera que as metodologias de ensino atuais poderão vir a ser influenciadas pelas redes sociais?

  • Sim
  • Não

12.1. De que forma? _____________________________________________________________________________

13. Como define a sua participação (hipotética/real) numa rede social?

_____________________________________________________________________________

Entrevistas podem ser quantitativas ou qualitativas.

 Entrevistas quantitativas:

  • Parecem-se muito com um questionário. A principal diferença é que o protocolo de entrevista é lido pelo entrevistador que também regista as respostas.
  • Usa perguntas fechadas; padronizadas.

 Entrevistas qualitativas:

  • Baseiam-se em perguntas abertas.

Existem três tipos de entrevistas qualitativas:

  1. Entrevista de conversa informal.
  • É espontânea.
  • Não é usado um guião estruturado.

     2. Entrevista com guião.

  • Inclui um protocolo de entrevista listando as perguntas abertas.
  • A ordem das perguntas pode ser alterada pelo entrevistador.

     3. Entrevista aberta “padronizada”.

  • As questões a formular estão previamente definidas, cuidadosamente formuladas e com uma sequência rígida pré-determinada.
  • Perguntas abertas.

 Pontos fortes e fracos de entrevistas:

Pontos fortes 

Pontos fracos

Bom para medir comportamentos e atitudes. Entrevistas presenciais são geralmente caras e demoradas. 
Pode fornecer informações mais detalhadas.  Efeitos reativos (entrevistados podem tentar mostrar apenas o que é socialmente desejável).
Pode fornecer informações sobre significados internos e maneiras de pensar dos participantes. Entrevistados podem não se lembrar de informações importantes no momento da entrevista.
Permite um acompanhamento pelo entrevistador. Anonimato percebido pelos respondentes pode ser baixo. 
Entrevistas fechadas fornecem informações exatas. A análise dos dados pode ser demorada para as perguntas abertas.
Útil para exploração e confirmação.  Entrevistadores destreinados podem distorcer dados inadvertidamente.
Validade de medição moderadamente alta.  
costumam obter taxas de resposta relativamente elevadas.   

 Para aprofundar maiseste assunto aconselho o site:

 http://www.southalabama.edu/coe/bset/johnson/dr_johnson/lectures/lec6.htm

 

 

Antes de efectuar qualquer entrevista devemos seleccionar o tema, os objectivos da entrevista e as pessoas a entrevistar. Para facilitar a condução da entrevista deve fazer-se um guião que respeite algumas regras:

  1. Elaborar perguntas de acordo com o tema, os objectivos da entrevista, as expectativas do entrevistador e dos possíveis leitores/ouvintes.
  2.  Construir perguntas variadas:

              2.1. Abertas – (ex. o que pensa de…?)

              2.2. Fechadas – (ex. gosta de…?)

  •  Evitar influenciar as respostas e procurar alternativas para eventuais fugas ao tema.

 3. Adequar as perguntas ao entrevistado (personalidade, nível etário, sociocultural, etc.,) e à situação (momento e lugar).

            3.1. Descrição do sujeito a entrevistar

            3.2. Definição do tema específico da entrevista e objetivos a alcançar

            3.3. Definição de formas de operacionalizar a entrevista:

            3.4. Espaço físico: sala de aula, sala de reuniões, ambiente do entrevistador ou do entrevistado

            3.5. Espaço temporal: quando e com que duração

 4. Definição das perguntas a serem colocadas tendo em consideração:

          a)    Perguntas adequadas ao tema e objetivo do tema

          b)    Perguntas adequadas aos entrevistados (claras, acessíveis, rigorosas)

          c)    Perguntas abertas e fechadas

          d)    Número total de perguntas

          e)    Sequência das perguntas

          f)     Agrupamento de perguntas

          g)    Se adequado, palavras-chave para as respostas

          h)   Se adequado, perguntas de aprofundamento

 Seleccionar um vocabulário claro, acessível e rigoroso.

 5. Na elaboração do guião, propriamente dito é importante estar presente:

          5.1. Cabeçalho de identificação da Entrevista (Instituição, proponentes, tema, data)

           5.2. Apresentação sintética do tema e objetivos da entrevista

           5.3. Estruturação das perguntas

            5.4. Formatação cuidada do documento

                  a)    a pontuação;

                 b)    a ortografia;

                 c)    a apresentação gráfica.

6.Validação do guião de entrevista

Na fase 4 da segunda etapa a pesquisa a realizar é sobre o método da entrevista como técnica de investigação.

A entrevista é uma técnica de investigação aplicada presencialmente a uma ou mais pessoas, que permite recolher informações recorrendo à comunicação verbal. As investigações assentes em metodologias qualitativas privilegiam esta forma de inquérito. Os métodos de entrevista quando são correctamente definidos e utilizados permitem ao investigador obter elementos de reflexão muito ricos, graças ao contacto directo entre o investigador e o(s) interlocutor(es).

As entrevistas podem ser caracterizadas quanto ao número de sujeitos inquiridos:

  • Individual – entrevista dirigida a uma pessoa;
  • Grupo – entrevistador recolhe dados de vários participantes através da observação conjunta das interacções e dinâmica de grupo;
  • Social – um sujeito (ou um grupo) é avaliado informalmente por um ou mais indivíduos;
  • Painel – um individuo é inquirido por vários entrevistadores.

As entrevistas podem ser diferenciadas relativamente ao tema em análise:

  • Entrevista de Controlo – usa-se p. ex., para verificar a probabilidade de uma situação experimental, (nestes casos, a entrevista não é o instrumento ou técnica principal);
  • Entrevista de Verificação – para verificar a evolução de um determinado domínio da investigação;
  • Entrevista de Aprofundamento – para temas que não estão ainda suficientemente explicados;
  • Entrevista de Exploração – permitem ao investigador explorar um domínio que não conhece bem.

“A entrevista pode ser catalogada em duas grandes categorias (Powney et Watts, 1987), citado por Coutinho, orientada para a resposta e orientada para a informação. Quando é orientada para a resposta, o entrevistador mantém o controlo no decurso de todo o processo. Orientada para a informação quando visa circunscrever a percepção e o ponto de vista de uma pessoa ou grupo de pessoas perante uma dada situação”.

Assim, podemos diferenciar as entrevistas quanto à sua estruturação:

  • Directiva ou Estruturada – Segue um plano previamente delineado, constituído por um conjunto de questões rigorosamente escolhidas e sequenciadas, levando  a que as perguntas e as respostas estejam  condicionadas.
  • Não directiva ou Não estruturada – o entrevistado desenvolve livremente o assunto, dando a conhecer as suas opiniões. Incentivam-se respostas informais e livres, numa conversa natural entre o entrevistador e o entrevistado. O tratamento da informação torna-se à partida, mais difícil.
  • Semi directiva ou Semi estruturada – há um plano prévio mas flexível, pelo que não é necessário seguir uma ordem sequencial entre as questões. Novas questões podem até ser acrescentadas no decorrer da conversa, solicitando informações adicionais.

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Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/

http://claracoutinho.wikispaces.com/

http://wiki.ua.sapo.pt/

Tema 2 -Métodos de Recolha de Dados

Actividade 2 – Fase 2

Após a leitura e análise individual da dissertação de Mestrado de Cidália Neto (2006) intitulada “O papel da Internet no processo de construção de conhecimento” aqui ficam as minhas reflexões sobre as questões levantadas pelo docente desta UC:1) São apresentados claramente os objectivos de investigação que presidiram à elaboração do questionário? 2) São indicados os passos que estiveram subjacentes à construção do questionário? 3) A amostra é claramente identificada? 4) É indicado o método usado na definição da amostra? 5) O questionário usado foi objecto de validação prévia? 6) No capítulo da explicitação da metodologia usada há indicações sobre o modo de tratamento dos dados obtidos com a aplicação do questionário?1)  A autora apresenta claramente os objectivos de investigação que presidiram à elaboração do questionário?Sim como refere a autora, “nortearam a elaboração deste estudo os seguintes objectivos gerais: (P.13).

  • Verificar as condições de acesso à Internet (professores e alunos).
  • Caracterizar a relação de professores e alunos com a Internet, numa perspectiva comparativa.
  • Analisar as representações dos dois grupos, no que respeita à Internet e ao seu papel na sociedade, em geral, e na educação formal, em particular.
  • Averiguar a forma como os alunos realizam uma pesquisa na Internet”.

“Tendo em conta estas considerações e os objectivos gerais que presidiram à realização deste trabalho (…) este estudo visou dois grupos de sujeitos, professores e alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico, e na sua génese estiveram os seguintes objectivos:

  • Verificar a facilidade de acesso (ou não) à Internet.
  • Apurar as razões de uma fraca navegação na Internet (se for o caso).
  • Verificar a frequência de acesso à rede.
  • Identificar os interesses que motivam o acesso à rede.
  • Caracterizar a relação dos dois grupos com a Internet, em termos técnicos.
  • Identificar as representações que os actores educativos têm acerca dos conteúdos presentes na Rede e sua organização.
  • Verificar o grau de importância atribuída à Internet.
  • Aquilatar o grau de confiança relativamente aos conteúdos que circulam na Internet.
  • Comparar as perspectivas e práticas dos dois grupos alvo”. (p.74)

A autora salienta ainda mais dois objetivos quanto aos professores.

“Relativamente ao grupo de professores, pretende-se ainda:

  • Caracterizar a relação dos alunos com a Internet, sob o ponto de vista dos professores, em termos técnicos e cognitivos.
  • Verificar se os professores ajudam os alunos nas suas pesquisas realizadas na Internet”. (p.75)

 2)   Na dissertação apresentada há indicação dos passos que estiveram subjacentes à construção do questionário?

 Após ler e reler a tese, não encontro qualquer referência concreta aos passos subjacentes à elaboração dos questionários. Saliento ainda o facto de existirem questionários diferenciados – aluno e professor – e nada ser dito (pelo menos claramente), quanto à planificação das questões.  

3) A amostra é claramente identificada?

 Sim. “Professores e alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico”. O Método escolhido foi o questionário: “O total de inquéritos realizados aos alunos foi de 350. No grupo dos professores foram realizados 110”. (p. 65) “A faixa etária dos alunos inquiridos situa-se entre os 13 e os 15 anos, frequentando todos o oitavo e o nono anos de escolaridade”. (p. 66). “A área de aplicação do questionário foram escolas da DREN, do distrito do Porto e Bragança, para permitir uma comparação dos resultados entre o litoral e o interior, que pela situação geográfica desfavorável e diferentes estilos de vida poderiam apresentar resultados diferentes. Desta forma, as escolas seleccionadas foram as que se seguem:

Distrito do Porto:

  • Escola Secundária de Lousada;
  • Escola Básica 2,3 da Agrela;
  • Escola Secundária de Felgueiras.

 Distrito de Bragança:

  • Escola Secundária de Carrazeda de Ansiães;
  • Escola Básica 2,3 de Vila Flor.” (p 65)

4) É indicado o método usado na definição da amostra?

Não existe uma indicação clara, embora, me pareça tratar-se de uma amostragem não probabilística pois a seleção dos sujeitos não foi feita de forma completamente aleatória. Mas em educação torna-se difícil conseguir amostras completamente aleatórias pois os grupos de análise estão à partida, constituídos de acordo com o contexto institucional. O critério usado pela investigadora foi “a existência de professores aí colocados que mostraram interesse em colaborar na aplicação dos inquéritos junto dos alunos e colegas, bem como a presença de computadores ligados à Internet para uso dos alunos”. (p. 65).

 5) O questionário usado foi objecto de validação prévia?

 Sim. Aliás, a autora neste ponto é bastante clara:

“A fim de validar o questionário, foi elaborada uma primeira versão e submetida à apreciação de 20 alunos e 10 professores. As dificuldades, dúvidas e sugestões dos intervenientes permitiram corrigir aspectos de forma e conteúdo. Assim, foi reformulada a redacção das questões 11 e 12 e acrescentados tópicos às opções da pergunta 12”.

6) No capítulo da explicitação da metodologia usada há indicações sobre o modo de tratamento dos dados obtidos com a aplicação do questionário?

O estudo concretizou-se em três fases: observação directa dos alunos, análise dos trabalhos realizados e aferição dos conhecimentos adquiridos. A primeira decorreu na mediateca, durante os tempos livres dos alunos, sendo os seus comportamentos observados e avaliados numa escala de 1 (mau) a 5 (muito bom), de acordo com os seguintes critérios:

  • À-vontade com as interfaces (rato, teclado, menus…);
  • Capacidade de orientação no website;
  • Espírito de entreajuda.

Esta fase destinou-se a atingir o primeiro grupo de objectivos definido. O segundo grupo (ao qual convencionados chamar fechado) teve como suporte:

1)      Avaliação dos trabalhos com base nos seguintes critérios:

  • Organização (coesão e coerência);
  • Pertinência dos elementos pesquisados;
  • Extensão;
  • Linguagem. 

2) A aferição dos conhecimentos – foi conseguida através da elaboração de um questionário diferente para cada aluno, de acordo com as informações que constavam nos trabalhos por eles apresentados. Durante todo o processo os alunos não tiveram conhecimento da posterior realização desta avaliação.  (p. 84/85)

Com alguns dias de atraso em relação ao desejado, fnalmente publiquei as minhas reflexões.

A seguir à recolha de dados, o investigador passa à etapa da formulação de uma hipótese de natureza probabilística. Mas as hipóteses devem ser testáveis e formuladas de forma lógica. Os métodos de recolha de dados que o investigador pode utilizar para uma investigação quantitativa/positivista são: questionários; testes; entrevistas estruturadas; e análise documental. 

Os estudos exploratórios, piloto ou descritivos, trabalham com objetivos  e podem prescindir de hipóteses; os estudos experimentais, quase experimentais, correlacionais, ex-post facto, trabalham a partir de hipóteses que quanto ao nível de concretização podem ser:

  • Concetuais – quando estabelecem uma relação entre variáveis ou uma relação no seio de uma teoria;
  • Operativas – quando indicam as operações necessárias para a sua observação;
  • Estatísticas – quando expressam a relação esperada em termos quantitativos.

 Consultas com interesse:

A recolha de dados nem sempre exige a elaboração de instrumentos específicos. Todavia, o investigador tem muitas vezes a necessidade de construir instrumentos próprios para conseguir obter os dados que permitem responder às questões da sua investigação: testes, questionários, guiões de entrevistas ou grelhas de observação de comportamentos não verbais.

No recurso de aprendizagem – Investigação e Métodos Quantitativos da Professora Alda Pereira – disponibilizado para consulta na segunda atividade desta Unidade Curricular, ficou clara a caraterização da investigação positivista/quantitativa, do ponto de vista epistemológico e metodológico. No primeiro, a investigação assenta no princípio da assunção básica, ou seja, a ideia de que o mundo é composto por factos observáveis e mensuráveis. O investigador procura encontrar uma relação de causa-efeito, bem como, obter resultados generalizáveis a outros contextos. Do ponto de vista metodológico, o investigador recorre a testes estatísticos e questionários com base numa amostragem aleatória de forma a garantir a generalização.  

Os métodos que o investigador positivista tem ao seu alcance são:

Investigação experimental

Envolve a alteração propositada do valor de uma variável (variável independente) e a observação da mudança noutra variável (variável dependente – o efeito).

Estudo quase experimental

Em educação é impossível trabalhar com amostras aleatórias pois os grupos estão naturalmente constituídos de acordo com as situações contextuais e/ou institucionais. O investigador tem que recorrer então a estudos que não depreendem amostras aleatórias – os resultados são chamados de quase experimentais.

Investigação correlacional

A relação a analisar entre variáveis fundamenta-se numa hipótese que o investigador colocou à partida. Este método é muito útil em estudos exploratórios onde nenhuma ou quase nenhuma investigação foi ainda ainda feita.

Investigação ex-post facto

Tem uma natureza retrospetiva – a partir de uma condição observada, procura investigar possíveis antecedentes no passado.

Investigação por inquérito

 

Usa-se este método quando:

  • Se pretende generalizar os resultados a uma população definida.
  • Não é possível aceder à observação direta.
  • Se pretende recolher opiniões, crenças e/ou atitudes dos sujeitos.

 Consultas com interesse:

Aqui, aqui e aqui.